“... ser mãe é um valor feminino maior, o par mãe-filho parece representar o ideal de beleza, de felicidade” (Nóbrega, 1995, p. 70).
Apesar de tanto tempo ter se passado, a função biológica da mulher continua sendo motivo de plena realização, a mulher que tem filhos conquista benefícios pscológicos e sociais inigualáveis por mais bem sucedida que seja nas outras áreas da sua vida.
Se me dissessem isso há alguns anos eu duvidaria, mas bastou a idade fértil atingir seu ápice, meu instinto gritou, todo meu corpo reagiu esperando o filho que teima em não nascer.
Fico imaginando quantas mulheres passam por esse sofrimento, é uma dor imensa, a cada mês que a ausência de gravidez se comprova eu sofro como se ficasse "menor", o sentimento de inferioridade é marcante.
Tenho lido bastante a respeito e alguns profissionais da área consideram a infertilidade uma das principais crises da vida. A ameaça de não atingir objetivos tão claros de vida, onera recursos pessoais, trazendo à tona problemas não resolvidos relacionados ao passado.
Temos recursos e buscamos meios de suprir nossa ansiedade e realizar nosso sonho de formar uma família. Mas o fator tempo é muito estressante, gera angústia e o sentimento mais marcante nesse período é o de fracasso.
Outra coisa que tem me deixado louca é a pressão social, a maioria das pessoas pergunta para mim quando vamos ter filhos, eu não sei se responder que estamos tentando é insuficiente ou porque essa pergunta não é dirigida ao meu marido?
Preciso de força, preciso muito do meu marido do meu lado, preciso ser forte, preciso ter paciência, preciso manter o controle, mas tem horas que a coisa fica nebulosa e eu tenho a velha e recorrente vontade de sumir!
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